Alô, Alô, Terezinha! Papel no Varal anima as prévias carnavalescas maceioenses

A poesia e a lascívia animaram a noite deste sábado, no museu Theo Brandão.

*Thalita Chargel

Vestido de Chacrinha, Ricardo Cabús comandou na noite deste sábado, 26, no museu Théo Brandão, o IV Papel no Varal Erótico-Carnavalesco, ladeado pela assistente Lari Maravilha e as varaletes Carina Pingo de Ouro, Furacão Olodum e Rosângela Tsunami. Nesta edição, o sarau mais tradicional da cidade trouxe uma noite animada, cheia de surpresas e regada com o melhor da poesia erótica de todos os tempos e de todos os cantos.

Além do varal de sisal com a coletânea de 100 poemas, o público pode assistir, pela primeira vez, um concurso poético de calouros. O corpo de jurados, composto pelo livreiro e poeta, Marcos de Farias Costa, a jornalista Gal Monteiro, o produtor de filmes pornôs Anivaldo Lobão e a convidada especial Paloma Amado, filha de Jorge Amado, decidiu quais foram as melhores performance, fantasia e poesia da sessão livre.

O público, estimado em torno de 500 pessoas, dançou muito ao som do grupo “Caí Dentro”, liderado por Bruno Palagani, que tocou samba de raiz. Para leitura dos poemas, se revezavam no palco, frequentadores fiéis dos saraus e novatos, como o jornalista Cristiano Casado que, vestido de gladiador, chegava para seu primeiro “varal”. “Eu não conhecia o evento, vim de surpresa sem ter noção do que iria rolar. Tudo está sendo uma grande surpresa” conta Cristiano, que subiu ao palco para ler um poema de Gregório de Matos. “Fantástica a temática, às vésperas do carnaval, que tem tudo a ver com a exposição do corpo, a expressão da sexualidade”, completa o jornalista.

Os grandes vencedores da noite, que levaram para casa o famoso “Troféu Abacaxi” foram Gaita de Fole de Marlon Silva, nascido em Arapiraca e vivente em Teotônio Vilela e a irreverente paródia erótica da poesia “Meus oito anos”, transformada em “Meus outros anus” pelo autor anônimo que assina por Olavo Pinto de Abreu.

Ao fim da festa, Taísa Cabús, produtora do evento avalia de forma positiva o sarau, “foi nossa maior bilheteria, foi melhor que o esperado”, conta. “O público lotou o pátio do museu e participou de forma muito ativa, se divertiu muito. E nós só podemos agradecer a todos pela excelente receptividade à nossa proposta de unir a boa poesia ao entretenimento”, conclui Taísa.

Além da leitura de poemas e do samba, o público se deleitou com performances de José Márcio Passos e Larissa Fontes, conferiu uma exposição de arte naífe erótica com curadoria Luiz Carlos Figueiredo, a exposição fotográfica “Felipe, Camelo Erótico”, feita especialmente para o sarau, além de uma homenagem a Carlos Zéfiro, com narração de Ivana Iza.

Ricardo Cabús, criador e apresentador do sarau, muito satisfeito com o resultado alcançado, avisa: “No ano que vem tem mais, com muitas surpresas para fazer poesia no pré-carnaval de Maceió”.

O evento, promovido pelo Instituto Lumeeiro, contou com o apoio de: SECULT/AL, SEMDHC/AL, Ao Pharmacêutico, Braskem, Academia Acquativ, Armazém Guimarães, Operant Creperia, Cachaça Engenho Nunes, Fika Frio, Bodega do Sertão, Akuaba, IMA, UFAL e IZP.

 
 
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Thalita Chargel

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