A futura jornalista (ou cientista política)

O Carnaval se aproxima, ainda mais quando se vive em uma cidade de prévias carnavalescas ( e nenhum carnaval). Um sábado ensolarado pede cor, serpentina, confeti, vassourinha e obviamente, crianças fantasiadas.

Das muitas crianças que fotografei hoje, durante o tradicional Munguza do Pinto, uma me chamou atenção. Do alto dos seus 3 ou 4 anos, vestida de branca de neve, a pequenina tinha a vista apreendida na capa da Carta Capital, ignorando os apelos coloridos dos gibis e revistinhas infantis ao seu redor. Tudo que ela queria era pegar aquela edição da carta capital, com uma charge sisuda do Aércio Neves e do José Serra e ir brincar com ela.

E qual jornalista já não reconheceu essa cena, de alguma memoria infantil? Aquela estranha atração que o jornalismo nos exerce desde a infância? Será a mesma atraçao que, em plena cor do carnaval, num sábado ensolarado, faz com que a menininha vestida de branca de neve queira saber com qual dos dois sisudos de ternos negro o PSDB ficará?

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